Guia
Nazaré, de perto
Não é uma lista de atrações. É o que dizemos a quem chega e pergunta o que é que vale mesmo a pena.

O canhão e as ondas
Ao largo da Nazaré há uma fenda submarina com mais de cinco mil metros de profundidade. Essa fenda concentra a energia do Atlântico e cospe-a de uma só vez contra a Praia do Norte. É a explicação científica para os recordes mundiais de surf em ondas grandes serem batidos aqui.
A época vai de outubro a março. A melhor vista é do Forte de São Miguel Arcanjo, mesmo por baixo do farol — leve casaco corta-vento, o vento naquele promontório é outra coisa.

O Sítio, lá em cima
O ascensor sobe desde 1889 e faz o percurso em três minutos. Lá em cima está o miradouro do Suberco, o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré e a Ermida da Memória, com a lenda do cavaleiro que travou o cavalo à beira da falésia.
É também onde ainda se vê o traje das sete saias e onde se vende peixe seco ao sol, no largo.

A praia e o areal
A Praia da Nazaré é enorme e abrigada — no verão enche-se de barracas às riscas, alinhadas como se alguém as tivesse medido a régua e esquadro. Fora de época fica quase vazia e dá para caminhar dois quilómetros sem cruzar ninguém.
Ao fim da tarde, o sol põe-se direito ao mar. É o momento em que toda a gente pára.

Comer
A vila vive do peixe. Caldeirada, sardinha assada na rua no verão, e a açorda de marisco que é a coisa mais séria do menu em qualquer casa antiga.
O mercado municipal abre de manhã e é o sítio certo para comprar peixe se quiser cozinhar na casa. Fecha à segunda-feira.

À volta
O Mosteiro de Alcobaça fica a vinte minutos e o de Batalha a meia hora — os dois são Património Mundial. São Martinho do Porto tem uma baía em forma de concha, boa para quem viaja com crianças.
Óbidos, com a muralha inteira, fica a cerca de quarenta minutos e dá uma tarde bem passada.